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quinta-feira, 22 de junho de 2017

O Homem Que Incomoda (Den Brysomme Mannen) - 2006

                                         


Inaugurando a categoria CRITIKA FILMAL aqui no blog, vou fazer um resumo rápido e o que entendi, e o primeiro filme é um desses cult que todo mundo gosta só por não fazer sentido (ou talvez faça) e como falei no Por favor, parem os fãs de cinema cult inventam vários significados pra algo sem sentido, e eu, sendo aquilo que odeio, VOU DIZER O QUE ENTENDI DESSA PORRA MESMO inventando na cara dura.

Um dos raros filmes noruegueses (esse é metade islandês também) que tem uma notabilidade por aí, e é sempre interessante ver filmes de lugares que não sejam do centro cinematográfico (Hollywood). O filme começa com o protagonista numa estação de metrô onde ele fica com uma cara de "Que porra é essa?" enquanto um casal dá um puta beijo de linguá totalmente mecanizado, até que ele se joga nos trilhos e... Morre? A tela fica toda branca e ele já aparece no meio do nada, desembarcando de um ônibus antigo com um visual totalmente diferente, com barba, terno e boné até ser recebido por uma especie de chofer que o leva para uma cidade com o ambiente bem acinzentado e todos estão vestidos como se fossem executivos, exceto pelo cominho onde vê dois rapazes felizes jogando NÃO SEI QUE PORRA, o "chofer" logo lhe apresenta uma casa e o avisa que o trabalho dele começa amanhã, na contabilidade de um contratante.

Com seu trabalho sem problemas, em um horário de almoço, o rapaz vê um homem pendurado em uma cerca com os ferros o atravessando e fica espantado pela lucidez das pessoas que pouco se importam, diferente dos supostos policiais que andam em um simpático Key-Car sem identificação alguma e meio que mantém a ordem na cidade, os "policiais" tentam tirar o rapaz da cerca com cuidado e as TRIPA começam a cair do cidadão. A partir daí Andreas (o protagonista) começa a se questionar sobre o que é aquilo tudo, e seu primeiro "ataque" (queria chamar também de reality check, como nos Sonhos Lúcidos) é quando ele põe o dedo na máquina de cortar papel (NÃO SEI O NOME DESSA PORRA) começa a perder muito sangue, e as pessoas que trabalham com ele mal se preocupam com a sua situação, mas sim por ele estar sentado no chão no horário de trabalho.

Ele acorda no Key-car, que está o levando para casa, e quando tira a atadura vê que o seu dedo está no mesmo lugar, com somente uma marquinha de sutura, com toda essa desconfiança o protagonista vai ao mesmo local que ele chegou, segue o ônibus mas ele desaparece, e até mesmo a marca de pneu na areia tem um fim. Ele tenta passar a viver sua vida normalmente, vai em jantares com amigos de trabalho, arrumou namorada, foi morar com ela e foi assim, vivendo normalmente. A vida "normal" do Andreas, não durou muito, ele se apaixonou por uma nova garota do trabalho e deixou a sua atual, que só se preocupou em ele poder ir pra o jantar no sábado que ela organizou. Após tudo isso, ele tomou uma decisão de ficar somente com a sua nova namorada, mas ela tem envolvimento com outros caras e disse que gostava dele da mesma forma que gostava dos outros.

E é aí que a mesma cena do começo do filme se repete, a mesma estação, o mesmo beijo mecânico e a mesma ação, só que dessa vez ele se joga e não morre, acaba sendo atropelado varias vezes, sofrendo até ir parar num túnel do metrô com uma saída pra cidade, onde a luz do sol entrava forte. enquanto andava cambaleando os "policiais" o levam para casa onde morava com a mulher e lá ele se recupera rapidamente e na cena seguinte já está numa pista de Kart. Andreas encontra um rapaz chamado Hugo, o mesmo rapaz que Andreas seguiu até o seu apartamento depois da balada em que o mesmo reclamava de que nada tinha gosto, nem mesmo BUCETA (nota-se isso na neutralidade da mulher do Andreas enquanto eles transam), como tinha ficado intrigado e varias vezes durante o filme o Andreas ia na janela do Hugo só pra ver o que tinha lá, já que tocava uma músiquinha por lá.

Andreas simplesmente invade o local e tenta saber o que é que tem por lá, e quando percebe, há uma fresta na parede onde sai essa musica e o Hugo tampa ela com uma flanela e um quadro por cima. Após descobrir, Andreas promete que não vai contar para ninguém e que já tinha visto o que tinha que ver. Mas na cena seguinte, mostra-se que ele está apto a abrir aquela fenda com todos os recursos possíveis, deixando Hugo apreensivo e com medo de ser pego mas logo depois ele cede e ajuda, para depois tomarem um café no buraco, e lá, felizmente, havia gosto e cheiro, deixando Andreas mais apreensivo para ver o que tem na luzinha que entra pela mesma fenda, ele começa a escavar igual um louco e ouve vozes de crianças brincando mas o máximo que ele consegue passar é a sua mão e o local é uma cozinha em que ele só consegue pegar um muffin e depois é puxado pelos "POLICIAS DE KEY CAR" que coloca ele e Hugo dentro do carro e partem para um local que mais se parece a "central" da cidade e todos saem estranhando querendo saber o que aconteceu.

Hugo se livra rapidamente ao dizer que a ideia não era dele (o famoso CAGÃO) e mandam ele embora, já Andreas, fica dentro do carro enquanto uma mulher tenta convencer a ele que todos ali são felizes, ele precisa ser feliz lá, mas Andreas se mantém imóvel, até quando o mesmo chofer que o trouxe a cidade o leva de volta ao mesmo posto e o põe no mesmo ônibus, que parte para o mesmo lugar de onde ele chega só que dessa vez, ele é colocado no compartimento do motor, e durante a viagem adormece, mas quando acorda só se ouve sons de ventania e está um frio infernal (controverso mas ok), ele acorda e não sabe onde está e com desconfiança sai do compartimento do motor e adentra naquele mundo que ninguém sabe o que é nem onde é, apenas se vê neve.


SE PREPARA PARA O MOMENTO MACONHA ESTRAGADA
Então bando de vagabundo, depois desse resumo, eu espero conseguir traduzir o que eu entendi desse filme, que antes dele acabar eu pensei com minha namorada "Esse filme vai ter um final sem explicação" e foi o que aconteceu, mas ao meu ver e desde o início do filme me veio a mente de que aquele local era uma especie de "limbo" dos suicidas, e o que mais me confirmou isso foi a cena em que ele se "mata" depois do encontro frustrado, já que ele é atropelado varias vezes e NÃO MORRE, isso acontece já no limbo, na primeira parte do filme em que ele realmente se mata, ele tá no mundo normal e provavelmente cansado de algo de lá, mas depois da morte ele vai para um plano totalmente diferente que como punição os deixam sem os prazeres da vida. E digo "Limbo" pois a palavra é oriunda do latim, limbus, que o significado é “fronteira”, o que mais simboliza essa "fronteira" é o muro onde fica a fenda da "casa" do Hugo, que enquanto eles escavam vão mais de encontro ao mundo real, ou ao céu, já que o catolicismo considera o limbo a fronteira do inferno, um lugar planejado para os que não tem merecimento de estar nos céus nem merecem ir ao inferno ME PERDOEM SE ESTIVER ERRADO SÓ ME BASEIO EM FONTES NÃO CONFIÁVEIS, pode se dizer que o local onde se sente cheiro é o céu e não o mundo normal pois ali é a fronteira, e talvez, o local que ele sai do compartimento do motor é o verdadeiro inferno, contradizendo que o inferno seja quente e cheio de dor mas sim um local vazio, frio onde você lida com você mesmo, não tem mais ninguém, acabou.

Eu realmente gostei do filme, apesar de que não gosto de filme que deixe "em aberto" o final pra o telespectador pensar o que aconteceu, o que estava acontecendo, e etc. Mas esse me deu a vontade de pensar, talvez por ter gostado de algumas coisas do filme mesmo sendo talvez uma crítica social foda ao suícidio ou o que a vida realmente está se tornando a cada ano que passa cada vez mecanizada e talslssll, e agora vamos a avaliação que é pode atingir o seu nível máximo de 5 LEO JAIME'S:

(Melhor que estrelinhas)

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