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quarta-feira, 27 de setembro de 2017

Curiosidades inúteis sobre numeração no futebol


Com origens na Inglaterra, mais precisamente em 1933, a numeração dos jogadores foi um método criado para facilitar a identificação dos mesmos em campo, na primeira vez que foi utilizado foi em uma partida entre Man. City e Everton. Ainda primitivo (até por ser o primeiro teste) os toffees usavam a numeração do 1 ao 11 (O que hoje representa os "titulares") e o Citizens do 12 ao 22 (os reservas). A implementação foi definitiva na Copa do Mundo de 50 no Brasil.
Não sei a informação de quando os times passaram a utilizar os nomes dos jogadores nas camisas juntamente com os seus números, mas é inegável que atualmente um time sem a sua numeração fixa
fica com aquela carinha de "várzea", a não ser que jogue em alguma divisão inferior como a Série B que alguns times já vem adotando mesmo na segundona. Hoje no brasileirão, apenas o Vasco e Botafogo não utilizam da numeração fixa, e o Botafogo só adotou na Libertadores por exigência da Conmebol.

Nas Seleções
Acompanhando algumas seleções notei algumas adversidades em suas numerações, por exemplo a do Uruguai, que em alguns jogam não colocam o nome do jogador mas mesmo assim cada um tem o seu número fixo, como segue na imagem:
Numeração fixa, mas sem o nome;
Outra coisa que me deixa surpreso é o fato da seleção da Inglaterra sempre começar os seus jogos com a numeração de 1 ao 11, ou seja, se muda a escalação ou até a posição de alguns jogadores de um jogo para o outro toda a numeração vai mudar. Um exemplo mais recente disso foram os jogos contra Lituânia e Alemanha.

A 4 que era do Dier virou a do Keane, a 8 que era do Ox virou a 8 do Dier, a 9 que era do Defoe virou a 9 do Vardy entre outros.

A Argentina, assim como outras seleções, usava a numeração em ordem alfabética, e o maior símbolo disso era o goleiro Filol, que usou a camisa 5 em 78, e em 82 vestiu a 7.


E falando em goleiros, um símbolo que causava estranheza não só pelo numero mas sim pela sua polivalência inusitada, Jorge Campos, o goleiro-mexicano-artilheiro-9-centroavante. Em alguns jogos ele trocava de lugar com o centroavante da equipe e o atacante de ofício era substituído por mais um goleiro, e por incrível que pareça, atuava em duas posições nas quais sua altura não favorecia em nada, tinha apenas 1,68 de altura.


Cruyff utilizando o número 14 e seu uniforme exclusivo com somente duas listras ( por força de contrato com a Puma, não poderia utilizar as três que fazia referência a Adidas)

Na seleção Holandesa, Cruyff era tão exclusivo que pôde jogar com seu numero utilizado no Ajax, e isso se devia ao fato de que todo o time era obrigado a ter a numeração em ordem alfabética assim como a Argentina, mas por ser a principal estrela, Cruyff  utilizou a 14.

Nos Clubes

No Brasil, a combinação da popularização da numeração fixa com a reformulação de elenco no meio do ano para times que não estão muito bem, trouxe algumas estranhezas quanto aos números escolhidos por alguns jogadores, deixando o time com uma cara de NFL, um exemplo disso é o Figueirense de 2015 que praticamente não tinha ninguem com os números "normais" em campo
Imagem: @Figueiredepre

R01
Rogério Ceni com a camisa 01 (simbolizando a 10), já utilizou a 12 e a 1 na seleção. No São Paulo sua eterna 01 foi aposentada (O que não faz diferença já que duvido muito que alguém queira usar novamente e a 1 continua com o Dênis). Derek Riordan, jogador escocês também utilizou a camisa, com a diferença de que o bretão era atacante.










Zerouali no Aberdeen
Essa uma das mais estranhas do futebol, o marroquino Zerouali com o número 0 no Aberdeen da Escócia devido a seu apelido "Zero" (AVÁ), mas a SFA (A CBF escocesa) interviu e proibiu o número. Ao menos a zoeira já tinha sido feita.










Quando você é a principal contratação e joga mal no clássico
Diego Souza vestiu duas vezes camisas "simbólicas", em 2010 pelo Atlético-MG, usou, durante 9 jogos o numero um. Segundo a diretoria atleticana seria para simbolizar a principal contratação da temporada.
Camisa 87 em alusão ao campeonato de 1987 onde há um imbróglio entre Flamengo e Sport
Diego Souza hoje veste a camisa 87 no Sport, o número se deve ao campeonato de 1987 no qual Flamengo e Sport se dizem campeões, enquanto Diego Souza não sai do time pernambucano, é bem provável que a 87 simbolize o craque do time, como em 2016 que com a saída de DS, especularam a chegada de Thiago Neves e o mesmo usaria a 87, e não a 10.

Aposentados 


Flamengo apresenta seus jogadores com a camisa 12, apesar dela estar aposentada.
Alguns clubes por certos motivos aposentam suas camisas, motivos variados como grandes estrelas que morreram ou também se aposentaram, ou mudaram para outro clube após fazer história. Alguns aposentam o número 12 para representar a torcida pois é o décimo segundo jogador, no Japão todos os times seguem essa tradição. Nos times da América do Sul essa tradição é sempre quebrada nas competições internacionais, já que a CONMEBOL exige numeração de 1 a 30 e alguém tem sempre que utilizar a 12. Não sendo obrigação, não só a décima-segunda camisa é utilizada para representar sua torcida.
Filbert Fox, mascote do Leicester com sua camisa 50.
Além da camisa exclusiva da torcida, alguns times dão a camisa para seus respectivos mascotes, o Filbert Fox do Leicester é um exemplo disso com a sua camisa 50 e o Cherry Bear do Boro com a camisa 99.


Grandes jogadores e suas camisas aposentadas:
NY Cosmos - Pelé (#10)
Ajax - Cruyff (#14)
Milan - Baresi (#6)
Internazionale - Zanetti (#4)
Napoli - Maradona (#10)
West Ham - Bobby Moore (#6)
Chelsea - Zola (#25)





Aposentadas...Mas nem tanto
Valbuena após o seu primeiro clássico pelo Lyon

Após aposentarem o número de alguns jogadores, clubes acabam e arrependendo e deixando essa "tradição" de lado. O Olympique de Marseille aposentou a camisa do Valbuena após ele se transferir para o Dínamo Moscow mas depois de uma curta passagem pela Rússia foi anunciada sua volta a França, só que dessa vez pelo Lyon, o que causou um alvoroço no seu retorno que terminou até com camisa queimada e o número 28 "desaposentado".

Paolo e sua histórica 3

No Milan, a camisa 3 de Maldini foi aposentada após a aposentadoria do mesmo, mas ainda há possibilidade da volta se um dos seus filhos jogar na equipe principal do Milan, independente da posição, e um dos seus filhos da base joga no ataque. Será que ainda veremos um atacante usando a camisa 3 no elenco rossonero?

Alguns times da La Liga aposentaram seus números como o Sevilla com a 16, o Barcelona com a 21... Porém, a federação espanhola determinou novas regras nas quais obrigam o time a ter todos os números, sem exceção do 1 ao 25 para o elenco regular. Enfim, fica-se o simbolismo.

Cheiradona
Em 2001, a AFA teve a ideia de aposentar a camisa 10 em homenagem a Maradona, para a copa de 2002 a Argentina enviou a lista de jogadores com o número 24 (Só ia até o 23) com a 10 omitida, porém a FIFA não aceitou e sugeriu dar a camisa 10 para o terceiro goleiro. O que se definiu foi que a 10 acabou sendo utilizada por Ariel Ortega em uma nova lista enviada pela AFA. A partir dali a 10 rodou por vários jogadores até chegar no Messi.

Aldair, que jogou por mais de 10 anos pela Roma, teve sua camisa aposentada após sua saída, só que 10 anos depois, com a chegada de Strootman isso mudou. O holandês pediu ao brasileiro pelo número 6 e sem muito apego, Aldair liberou.

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