Com origens na Inglaterra, mais precisamente em 1933, a numeração dos jogadores foi um método criado para facilitar a identificação dos mesmos em campo, na primeira vez que foi utilizado foi em uma partida entre Man. City e Everton. Ainda primitivo (até por ser o primeiro teste) os toffees usavam a numeração do 1 ao 11 (O que hoje representa os "titulares") e o Citizens do 12 ao 22 (os reservas). A implementação foi definitiva na Copa do Mundo de 50 no Brasil.
Não sei a informação de quando os times passaram a utilizar os nomes dos jogadores nas camisas juntamente com os seus números, mas é inegável que atualmente um time sem a sua numeração fixa
fica com aquela carinha de "várzea", a não ser que jogue em alguma divisão inferior como a Série B que alguns times já vem adotando mesmo na segundona. Hoje no brasileirão, apenas o Vasco e Botafogo não utilizam da numeração fixa, e o Botafogo só adotou na Libertadores por exigência da Conmebol.
Nas Seleções
Acompanhando algumas seleções notei algumas adversidades em suas numerações, por exemplo a do Uruguai, que em alguns jogam não colocam o nome do jogador mas mesmo assim cada um tem o seu número fixo, como segue na imagem:
| Numeração fixa, mas sem o nome; |
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| A 4 que era do Dier virou a do Keane, a 8 que era do Ox virou a 8 do Dier, a 9 que era do Defoe virou a 9 do Vardy entre outros. |
A Argentina, assim como outras seleções, usava a numeração em ordem alfabética, e o maior símbolo disso era o goleiro Filol, que usou a camisa 5 em 78, e em 82 vestiu a 7.
E falando em goleiros, um símbolo que causava estranheza não só pelo numero mas sim pela sua polivalência inusitada, Jorge Campos, o goleiro-mexicano-artilheiro-9-centroavante. Em alguns jogos ele trocava de lugar com o centroavante da equipe e o atacante de ofício era substituído por mais um goleiro, e por incrível que pareça, atuava em duas posições nas quais sua altura não favorecia em nada, tinha apenas 1,68 de altura.
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| Cruyff utilizando o número 14 e seu uniforme exclusivo com somente duas listras ( por força de contrato com a Puma, não poderia utilizar as três que fazia referência a Adidas) |
Na seleção Holandesa, Cruyff era tão exclusivo que pôde jogar com seu numero utilizado no Ajax, e isso se devia ao fato de que todo o time era obrigado a ter a numeração em ordem alfabética assim como a Argentina, mas por ser a principal estrela, Cruyff utilizou a 14.
Nos Clubes
No Brasil, a combinação da popularização da numeração fixa com a reformulação de elenco no meio do ano para times que não estão muito bem, trouxe algumas estranhezas quanto aos números escolhidos por alguns jogadores, deixando o time com uma cara de NFL, um exemplo disso é o Figueirense de 2015 que praticamente não tinha ninguem com os números "normais" em campo
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| Imagem: @Figueiredepre |
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| R01 |
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| Zerouali no Aberdeen |
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| Quando você é a principal contratação e joga mal no clássico |
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| Camisa 87 em alusão ao campeonato de 1987 onde há um imbróglio entre Flamengo e Sport |
Aposentados
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| Flamengo apresenta seus jogadores com a camisa 12, apesar dela estar aposentada. |
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| Filbert Fox, mascote do Leicester com sua camisa 50. |
Além da camisa exclusiva da torcida, alguns times dão a camisa para seus respectivos mascotes, o Filbert Fox do Leicester é um exemplo disso com a sua camisa 50 e o Cherry Bear do Boro com a camisa 99.Grandes jogadores e suas camisas aposentadas:
NY Cosmos - Pelé (#10)
Ajax - Cruyff (#14)
Milan - Baresi (#6)
Internazionale - Zanetti (#4)
Napoli - Maradona (#10)
West Ham - Bobby Moore (#6)
Chelsea - Zola (#25)
Aposentadas...Mas nem tanto
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| Valbuena após o seu primeiro clássico pelo Lyon |
Após aposentarem o número de alguns jogadores, clubes acabam e arrependendo e deixando essa "tradição" de lado. O Olympique de Marseille aposentou a camisa do Valbuena após ele se transferir para o Dínamo Moscow mas depois de uma curta passagem pela Rússia foi anunciada sua volta a França, só que dessa vez pelo Lyon, o que causou um alvoroço no seu retorno que terminou até com camisa queimada e o número 28 "desaposentado".
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| Paolo e sua histórica 3 |
No Milan, a camisa 3 de Maldini foi aposentada após a aposentadoria do mesmo, mas ainda há possibilidade da volta se um dos seus filhos jogar na equipe principal do Milan, independente da posição, e um dos seus filhos da base joga no ataque. Será que ainda veremos um atacante usando a camisa 3 no elenco rossonero?
Alguns times da La Liga aposentaram seus números como o Sevilla com a 16, o Barcelona com a 21... Porém, a federação espanhola determinou novas regras nas quais obrigam o time a ter todos os números, sem exceção do 1 ao 25 para o elenco regular. Enfim, fica-se o simbolismo.
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| Cheiradona |
Aldair, que jogou por mais de 10 anos pela Roma, teve sua camisa aposentada após sua saída, só que 10 anos depois, com a chegada de Strootman isso mudou. O holandês pediu ao brasileiro pelo número 6 e sem muito apego, Aldair liberou.
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